Quando sou tristeza,
Sou também verdade,
Sou dor de peito aberto,
A cada batida que arde.
E entre todas as coisas que sinto
As lagrimas que prendo,
Por dentro, desfazem-se em rio oculto,
E com soprar de novos ventos
Viram tons de liberdade,
Vindo à superfície
Com meus sorrisos de saudade.
Ao brotar de um novo dia,
Como flores que nascem para o sol,
Muda-me o semblante
Manchado; marcado;
Pelas lembranças e esperanças
Que me permiti guardar.
Então, tudo que peço agora,
De peito aberto, com verdade,
Dor, saudade e outros sentimentos,
É que não me mudem por dentro,
Ainda que o tempo mude-me por fora,
Ainda que mudanças seja um efeito do tempo,
Sou dor, verdade, saudade e sentimento,
E um pouco de tristeza,
Por ter que seguir em frente
Por ter que me permitir mudar,
Pra poder sonhar e ser…
Felicidade.

Nairon J. Alves
Novembro, 19, 2012 às 11h36min.