Eu conto o tempo,
Enquanto vejo o vento passar,
Não peço que pare
Nem me espere
Que seja triste ou seja alegre,
Apenas vejo voar, sorrateiro
O vento, menino pequeno e brincalhão,
Bagunçando os cabelos,
Do amor, que a mim pertence,
Deitado no chão, segurando a minha mão.
Eu conto o tempo, não me apreça,
O agora não demora
E de um beijo eu quero dois,
Pois quando beijo os teus lábios,
Eu paro o tempo, o vento, as aves
E até os mares sintonizam suas ondas
Com o bater do coração
Do amor que me pertence
E que segura a minha mão,
Enquanto vemos voar o vento,
Que não para, não espera e nem se prende.

Nairon J. Alves
Outubro, 01, 2012 às 01h34min.