No fim, ao fim que se refere,
Como um veneno,
Açoitando-me a pele
E arrancando aos bocados
Todo o amor que não foi dado.
Ao passo que se passa a vida,
Não te engana e acredita que minha voz é fraca
Que se perderá com o vento
E o que o seu encanto é eterno.
Pois, no fim que se refere o verso,
Não serei amargo e doentio,
Ainda que todo amor, de mim, seja arrancado,
E eu viva num mundo em preto e branco,
Fumarei um cigarro e escreverei
Como aqueles que vieram antes,
Sou poeta e sinto
E grito, em verso e prosa,
E finjo, em todas as respostas,
Que não há nada além de amor, em mim.

Nairon J. Alves
Setembro, 25, 2012 às 09h30min