Estar papel em branco,
Escolho pintar de azul,
Deixando alguns espaços,
Fazendo um céu com algumas nuvens,
Pra que no aconchego dos meus abraços
O sol possa nascer e desfazer o horizonte
Com o amarelo de seu calor.
Faz-me uma flor com cada cor,
E que no reflexo dos seus olhos
Dancem ao som do vento e do mar.
Estar papel que se tingiu,
Do azul que nós pintamos,
Ao amarelo que surgiu,
Perco-me nos detalhes
Do amor vermelho que floriu.
E sorrio com a verdade,
Pois de quando em quando,
Entre um borrão ou dois,
Aparece, um pouco mais,
De felicidade, disfarçada de estrela.
Estar papel em branco
Apenas se quiser.

Nairon J. Alves
Agosto, 15, 2012 às 14h14min