Ainda que eu não tenha o controle das palavras
Transcreverei o brilho dos seus olhos
Em muitas e muitas fabulas,
Cuja moral seja o amor,
Não a dor, mesmo que rimem.
Ignorarei os medos e os erros,
Eles ensinam, mas não combinam
Com o seu sorriso,
Talvez, mas só talvez,
Colocarei a saudade,
Na sua forma mais sublime de ser,
A que não dói, a que não arde,
E que à tarde, podemos conter,
Com um simples olá e um abraço,
Cuja mão, fria de nervoso,
Cause um arrepio em você.
Ainda que eu não tenha o controle das palavras,
Eu tenho você, aqui, então, sorria pra mim,
Sorria.

Nairon J. Alves
Julho, 24, 2012 às 23h34min