Sim, eu fiz meu amor de uma flor,
Bordei de sol, de luz e calor,
Trancei com o azul do céu
E deixei fluir,
Pelo rio que escondo em mim
Até o meu coração.
Sei, não precisei de muito mais,
Deixei o vento cantar em paz,
Sorri e te olhei nos olhos,
Desejei um beijo
E não falei mais nada.
O que eu espero, talvez,
Talvez chegue com a próxima alvorada,
Entretanto, mentalmente eu repito,
No meu peito há apenas um grito.
Por isso, te olho nos olhos, mais uma vez,
E digo:
“É de você que eu gosto!”
“É você que eu quero!”
Por tanto, a cada amanhecer eu espero.

Nairon J. Alves
Julho, 19, 2012 às 12h48min.