Gostaria de dizer que escrevo só
Um nó ou dois e até pó; poeira e cacos.
Penso em falsos amores,
Mundos encantados,
Lembranças e sabores.
Sois eu doce,
Ou só estou cansado.
Pois em dissabores, estou cá amargo
Com todos os amores me caindo pelos braços,
Sem ninguém para ofertar,
Assim os deixo rolar com os ventos que me açoitam.
Pois eis aqui, eis em mim,
Um céu de águas transparentes
Um espelho d’água, sim, eu digo,
Eis minha alma multicolorida,
Por entre os raios de sol.
E eu, sozinho, sentado,
Ouvindo meu coração cantar,
Enquanto escrevo em tinta preta
O meu romance, o meu amor.

Nairon J. Alves
Junho, 12, 2012 às 02h23