Sim, e como eu sei que o vento sopra,
Ainda que a porta esteja entreaberta
Ele se ajeita por entre as frestas e vãos de mim,
E sopra ao longe as cinzas de desilusão,
Aquelas que permiti queimar.
Quem me dera acabar de acordar
E sentir o peito cheio, só felicidade,
Com um gosto doce, bem ao longe, de saudade,
Pra apimentar o que deixei aqui:
Um abraço, um cheiro, uma caricia,
Um cafuné na nuca, as mãos nos cabelos.
Ah! Sem esquecer da conversa de pé de ouvido,
E os sussurros e sorrisos maliciosos
Nas noites de insônia.
Ainda que o vento sopre,
Quem me dera acabar de acordar com você.

Nairon J. Alves
Junho, 07, 2012 às 06h38min.