Calma, tempo, não te apressa!
Até o vento por hora cessa,
Por favor, me permita,
Sim, me permita, junto com a vida,
Vislumbrar o amor ao meu lado
Saboreá-lo, puro e doce,
Como um abraço da criança que pensei que fosse.
E sim, eu te digo, tempo,
Ainda que a verdade seja velha,
Não deixará de ser verdade,
Talvez saudade de um minuto, ou dois, sozinho.
Mas não, não me embebedarei com o vinho
Nem com as lembranças de falsos amores.
Calma, tempo, não tão rápido,
Que ainda quero ouvir a respiração de um novo dia,
Um abraço apertado de uma nova brisa
E viver o amor ao meu lado.
Por favor, me permita, tempo,
Amar, como se não passasse, um segundo ou dois,
De vida.

Nairon J. Alves
Maio, 31, 2012 às 06h07min