Contando sorrisos pela rua,
Dos estranhos transeuntes,
Cujos nomes eu nem sei
Vejo dor, amor e saudade,
E verdades que não escreverei.
Mas não importa os passantes,
Apenas seus sorrisos,
E seus olhos, cansados, vividos ou entristecidos,
Por uma vida de batalhas e guerras
Contra dragões imaginários
E sentimentos incompreensíveis.
Sei o que se acaba, o que se perde,
O que se ganha e se barganha,
Enquanto sigo, contando sorrisos,
Com um, frágil e fingido, sorriso nos lábios.

Nairon J. Alves
Maio, 17, 2012 às 23h25min