Ando perdendo pessoas, passos, desejos e abraços,
Até da minha mente eu me desfaço,
Por um momento ou dois, pois,
Ando quebrando lembranças, saudades,
E alguns corações por aí.
Sim, eles costumam-me dizer que sou imune,
Mal sabem que sou vazio, não completamente,
Claro, afinal, todos sentem,
Como mentem os poetas sobre a beleza do amor,
Até porque amor e dor são uma constante
E em um montante de novas realidades,
Amor sempre rimará com dor e saudade.
Como eu, que ando assim, assim,
Vazio, apenas pela metade.

Nairon J. Alves
Maio, 16, 2012 às 02h59min