Escolho um sentindo, um sentimento,
Amarro pontos, invento sonhos e personagens,
Monto um drama, uma parte é romance,
Outra é saudade e o restante há de ser selvagem.
Eu danço na chuva e me permito ser bobo,
Quem não é quando se tem o primeiro amor do lado?
Eu finjo, aliás, eu penso que finjo,
Mas não engano ninguém, apenas a mim,
Como um dos três patetas.
Bom, o melhor, é que eu ironizo,
E tiro de mim, do fundo do meu peito, meu melhor riso,
Aquele afago no meu ego, pra dizer que consegui,
Sim, sim, eu te fiz rir!
Pense bem, sou trapalhão, mas não há,
Todos sabemos, que não há no céu uma lua de cristal,
Apenas pó de esperança.
Mas talvez, se pararmos pra pensar:
Quem sabe as estrela não seja o brilho dos nossos sonhos?
Talvez por isso algumas apaguem com o tempo,
Assim como uma hora ou outra as bonequinhas de luxo quebram
E nem tudo é perfeito, sim, eu tenho tiques, trejeitos,
E tantos defeitos que nem posso contar.
Mas vamos lá, nos permitamos sonhar,
Com o amor e uma lagoa tão azul quanto céu,
Ou os olhos de alguém, você sabe que te quer bem.
Mas vamos, nem me engane,
Que tal fazer umas travessuras,
Como aquela noviça rebelde daquele filme em preto e branco.
Ainda que o pecado more ao lado,
Eu prefiro sonhar acordado a me lamentar pelo que perdi,
E assim, terei meu final feliz,
Um sonho bom, um filme bom, uma risada solta e você.
“– Aproveita amor, a pipoca ainda está quente!”

Nairon J. Alves
Abril, 20, 2012 às 03h20