Vou escrever uma poesia,
Alguém em mente?
O que você sente quando eu digo saudade?
E a verdade eu que eu já nem sei mais,
Talvez meu coração clame por paz,
Ou quem sabe eu ceda aos meus desejos
Sabe, não tenho medo de ceder à tentação.
Pois, o que não sabe é que sou assim,
Um pouco poeta, compositor,
Repentista e também ator.
Construo a minha própria realidade
A partir dessa saudade que aperta o peito.
Sim, claro, e há quem diga que sou louco,
É, e eu respondo é que não sou pouco.
Como um peregrino que busca por algo
A vida inteira ou parte dela,
Algo que está vindo ao meu encontro,
E, que, de certo ponto eu ainda não achei…
Ou não identifiquei nos meus sonhos de menino,
Pois sou clandestino nessa jornada,
Onde, na alvorada, o tal amor sublima a dor,
E coisa e tal…
O que não sabe, é que, quando digo saudade,
Meu coração aperta,
E acelera uma batida por vez,
Porém de vez em quando ele para,
E é assim que se repara
Que a saudade não é o que me castiga,
E sim a vida com os meus sonhos de menino
Querendo o que não sabe, mas que está por chegar.

Nairon J. Alves
Abril, 13, 2012 às 22h26min