Eu preciso da palavra certa
Aquela que liberta minha alma
Da prisão que me coloquei,
Preciso da calma e, talvez, da solidão.
E ainda que eu cantarole uma canção
Já não sei mais recitar, sentir,
Talvez ainda ame, ou coisa assim.
Certo, eu minto e desminto,
Pois sou eu que faço os fatos
Ou os desfaço; ou os disfarço,
Com bordados de flor, saudade,
Compasso, um pouco de vontade,
Melancolia
E a marcação de um samba qualquer.
Eu sei, “ah!” como eu sei,
Já não me falta inspiração
O “lalala” daquela musica
Cuja a nota é a saudade
A batida é o amor,
O compasso é tristeza
E o cantor a minha dor
Cujos versos são as lagrimas
Que derramei pra esse alguém.
Só isso, nada além de mim.

Nairon J. Alves
Abril, 12, 2012 às 23h41min