Disfarço lagrimas com crises de riso,
Fecho os olhos, disfarço outra vez,
Tampo os ouvidos pra não escutar
Todo o barulho que o tempo faz
E traz de volta por detrás das lembranças
Uma esperança sem sentido,
Talvez, só talvez, eu não queria ter ouvido,
Ou vivido um momento ou dois
Apesar de que, eu já não posso reclamar,
Por desejar o sussurrar de palavras ao pé da orelha.
Como floreia aqueles versos que escrevi
E saboreia uma parte do amor que guardo em mim,
Eu sei, eu não morri, sobrevivi ainda mais,
E se, eu quero paz, de espírito ou consciência,
Através da inocência escondida em seus sorrisos,
Eu desejo mais do que apenas bons amigos.
Como naquela brincadeira de languidos sorrisos
Pintados por quase mentiras, meias verdades
Seria, bom, como ver o mar muda de cor,
Por dois segundos, ou três,
No mais puro dourado solar.
Eu quero abraços, não, não aos intermináveis;
Eu quero brigas, pra me reconciliar;
Eu quero todas as idas e vinda
E surpresas sem motivo;
Eu quero amor de amor, também amor de amigo.
Talvez, seja melhor, ou pior, vai saber dessas coisas,
Mas eu quero respostas para as perguntas que grito no silêncio,
Também quero chuva, sol e vento,
Tudo, tudo sim, tudo ao mesmo tempo.

Nairon J. Alves
Abril, 10, 2012 às 13h54min.