Escolho palavras pra versos e prosas
Planejo rimas, risos e emoções,
Faço uma piada engraçada, talvez,
Conto uma aventura,
Pinto o céu com o por do sol
De azul, rosa e laranja.
Fecho meus olhos cheios de esperança
Minto, desminto e escondo,
Escondo toda carência que há em meu coração,
Junto as mãos numa prece, breve,
Seguro lagrimas com um nó na garganta
Sussurro para o vento e para as plantas,
Não sei, ouço, ao longe, um passarinho que canta,
Quanta vida, é, quanta vida! Até que,
Acorde, por favor, não se incomode
Com as minhas palavras ruins,
Meu sorriso de canto,
Meu jeito estabanado ao pegar a xícara de café.
Quando dormir, talvez te faça um cafuné,
Um carinho, um chamego, um beijo e afins.
Sim, só que, talvez, talvez não, talvez sim.
Não quero nada além da felicidade,
Não quero clichê,
Não quero que seja pra sempre,
Espero que seja tudo de repente,
Não vou acordar ao seu lado sorrindo,
Nem vou ser gentil todas as manhãs,
Não vou rir de suas piadas ruins o tempo todo,
Também serei bobo e um pouco teimoso,
Não farei juras de amor,
Mas te peço confiança,
E farei tantas boas lembranças
Que quando a tempestade passar, ainda me terá,
E contará que te fiz sorrir mais do que te fiz chorar!

Nairon J. Alves
Abril, 09, 2012 às 23h53min