Que não pinte de azul todos os meus olhares cinza
E nem disfarce com versos sem sentido
O rubor de sua face ao falar de amor, de mim
Não me agradeça pela sua felicidade
Nem me culpe pela sua tristeza,
E em face de toda minha frieza,
Não pense que não teremos dias ruins.
Diante desse fogo que me queima e em cinza me transforma,
Sou eu quem te ama, te adora, e te faz sorrir pela manhã.
Sou sol, céu e mar azul, um de cada vez,
Na trilogia de mim, de ti, de nós.
E dos nós que desatei, nos amarrei ao infinito dos meus passos,
Através dos laços de amor que criei.
E te peço com a suavidade da brisa ao entardecer
Que não pinte de cinza minha saudade azul,
Pois logo serei por do sol.

Nairon J. Alves
Dezembro, 17, 2011 às 12h17min