Deita-me sobre os sonhos coragem e confiança,
E a esperança num sorriso de um menino levado
Daqueles que esconde os segredos do mundo
Num olhar de pura curiosidade.
Lembra-me de tudo, tudo mesmo, sem medo
Nas memórias das coisas boas e efêmeras
E no sabor doce das coisas perenes,
Como o cheiro das manhãs úmidas de inverno.
Não posso falar com exatidão das noites de verão,
Mas pode cantar pra mim um samba qualquer
Ou me fazer rir de uma piada sem graça
Ou até brincar de “pirraça”,
Essas coisas que fazer o tempo passar sem a gente ver,
Esse tipo de coisa que o amor faz fazer.
Faz-me sorriso com um abraço apertado,
Um beijo, um carinho, um afago,
E todos os sinônimos similares.
Contando apenas que tudo seja amor.
Um passo ou dois de cada vez, num novo dia.
− Bom dia, amor!
− Bom dia!

Nairon J. Alves
Novembro, 23, 2011 às 16h59min