Vou acordar o tempo em meu peito,
De certo, eu acredito que sou capaz
De reverberar nas lembranças e memórias
O meu grito saudoso com um afago na voz.
Vou pisar nas folhas macias
E amenizar meus desenganos,
Já que quero ser feliz,
E sei, com certeza, que você vai conseguir também.
Quero gritar meu mar de sonhos
Para que um se realize,
Já que amar alguém só pode fazer bem.
Agora, vou sem direção, vou sentindo
Todo o vento dos desejos alcançados,
Aclamado por nuvens de mim, do meu eu mais feliz
E o que querem saber de mim?
Que perguntem aos caminhos,
O que não me levar, com certeza vai me trazer,
E ao enveredar nessa aventura,
Não sei, aliás, sei, que em toda a candura de se viver,
Terei meu tempo, como um contente companheiro,
No tic-tac do meu peito.
Talvez não tenha jeito e para o mundo não dê certo,
Parece um tanto utópico, mas o que seria de viver…
O que seria de viver se não se pudesse sonhar?
Vou sem direção, vôo, sou livre.
E de olho nas janelas de uma vida qualquer, a minha
Eu vejo a minha dor dançar, entre as pedras e corais,
Não que eu tente respirar, nesse meu mar azul
Ouço de longe uma voz me chamar, bom, é melhor,
Chegou a hora, vou pra casa.

Nairon J. Alves
Novembro, 07, 2011 às 18h23min.