Espectros de luar refletindo nos olhos do mar
Enquanto eu, procurando ajoelhado por algo,
Algo a se amar
Vagueio por entre emoções distintas,
E ainda assim, o que quer que eu sinta,
Nem sempre sentir é tão amor, quanto parece.

Olhando pela mesma janela,
Mesmo que tudo parecesse o mesmo,
E ainda que meu olhar parecesse vagar a esmo,
Eu insisto em seguir em frente,
Encontrar tal ilusão
De que o amor está na nossa frente

Então, noite calma de luar sereno,
Não me deixe ir,
Ainda que eu me disponha a caminhar
Impeça-me de continuar.

Esconda a luz da lua dos olhos do mar,
Tal qual a serenidade do mar,
A doçura das ondas e frio das águas.

Porque, d’um jeito ou de outro,
Sem nem pensar no tempo ou no depois,
Me entregarei de braços abertos
De corpo e alma aos braços do mar

Ainda que eu não possa respirar,
E por mais que toda a pressão seja pacifica,
Eu encontrarei o que amar
Nem que eu espere,
De olhos fechados com um sorriso nos lábios,
Pelo amanhecer do meu sol.

Nairon J. Alves
Novembro, 3, 2011 às 13h19min