Para o amarelo vazio no meu meio tom de cor
Um calor amarelo para o tom de cor do sol
Um vermelho que não é necessariamente amor,
Um rosa tão alegre quanto céu.
Eis aqui meu espectro de cores
Ardente entre chamas e flores de um ser partido,
Eis aqui, mais de um, sim, corações floridos.
Entre sementes de nada, mudas de vazio,
Plantações de tristeza e saudade.
Ainda que não seja verdade um verde
Um verde alegre preguiçoso de esperança,
Daquele tipo que encanta até os mais descrentes,
Não sei muito, não sei nada,
Tanto quanto a cor da flor em que a fada mora
Mas, ora, veja, já não se fala, aflora a alma
Acorda e veja as cores dos meus desejos,
Pelo que vejo todos os amores
Os perdidos, os não tidos, os ocultos,
O dos amigos e os correspondidos,
Em um minuto ou dois por vez, não sei, talvez
Caminhe por entre as flores negras da dor.
Veja bem, meu amor, não é tristeza que me define,
Melancolia não me deprime com seus tons de cinza
Ainda, que meio ranzinza eu reclame da vida
Eu passarei por passarinhos, azuis, verdes e amarelinhos
Cantarolando em vossos ninhos, com a certeza do amanhã
Amarelo calor do sol feliz, vermelho amor verdade,
Rosa tão bonito quanto céu,
Azul que já floresce em sabor de verdade.
Colorir um dia ou dois, o que mais vir pela frente
Já não lembro mais do passado, não penso mais no futuro,
Pinto, a mão, com lápis de cor, o meu presente!
Assim, meio borrado aqui e ali.

Nairon J. Alves.
Outubro, 28, 2011 às 22h34min