Contudo, confuso ou não, eu tenho a sorte,
A morte e a dor já não existem, mesmo
Mesmo com toda a brincadeira de ser triste
Já tenho uma querida felicidade.
Eu a fiz numa dobradura de papel,
E a diferença entre realidade e utopia
É o querer. Mesmo com toda a dificuldade
Sendo a dificuldade a certeza do conseguir,
Ainda assim, confuso ou não,
Nada! Nada mesmo me conduz
Por entre as veredas desse céu azul.
E sim, o que me seduz é a incerteza
De não saber se o ser triste pode, sim ou não,
Se desfazer nos seus sorrisos
Como olhares, mistérios e enigmas
Charadas e brincadeiras repetidas,
No momento certo, depois do cansaço,
Apenas se enxerga toda a resposta.
Como a saudade que te faz voltar
E o sentimento que te faz seguir.
Assim, por vir ou não,
Com tudo, confuso ou com sorte,
Hoje, nem a morte desfaz minhas…
Minhas lembranças de papel.

Nairon J. Alves
Outubro, 18, 2011 Às 17h25min