Conseguir, hoje, unido ao tempo e a saudade
Conseguir, hoje, unido ao vento da verdade
Nada que me importe seja tão bom assim
Ainda que não sobre nada de mim
Isso, se eu conseguir voltar
Rir talvez me cure, ainda, se tentar
Onde se esconde a tal felicidade?
Nada do que pensar não me permita
Descobrir as lembranças na imensidão
Reencontrar lágrimas e aquele abraço não dado
Encontrar dores, cores e aquele ser amado
Ainda que a saudade torture o coração,
Ainda que o tempo não perdoe,
Ainda que a verdade seja tão dolorosa
Não desistir de conseguir o que se almeja,
Quem sabe eu veja o que ninguém mais viu?
O rio que transborda atrás dos meus passos. Passado.
E o gosto amargo do sonhar acordado
Entre as sombras do jasmim,
Talvez, quem sabe assim?
A beleza seja o acaso e o a toa,
O encontro e desencontro das palavras não ditas,
Os amores e as malditas dores dos finais,
Quem sabe mais, os demais não me veja
Como o forte, o matador de dragões imaginários?
Ao invés do simplório aventureiro.
Despi meus medos, minhas verdades, meus desejos
E todas as minhas saudades para que o sol brilhe,
Para, que eu possa, enfim, conseguir, hoje, te amar!

Nairon J. Alves
Outubro, 16, 2011 às 21h43min