No vazio dos meus sonhos a tensão do silêncio,
De quando em quando no soar do vento,
Me encontro no “pra sempre” de palavras
Mas a minha voz se cala em respeito
Ou despeito da solidão emprestada.

No desespero das coisas perdidas as lembranças
E a esperança de emergir de algum lugar,
Talvez da saudade do que se teve
Ou do apego do que se perdeu,
Não sei, pois, me perdi entre o tempo que se foi
E o que está por chegar.

Das angustias da espera, aquela que me dilacera
Aos acasos dos encontros
Talvez eu aumente um, dois ou três pontos,
Mas sempre terei que ver o alcançar
O singelo mar que se revolta, contra toda a prosa boa
Pois o vento que ecoa, já não sabe disfarçar
Que se envolveu com a areia, a bela amada do mar.

Do vazio ao silêncio dos meus sonhos,
Já não existe mais tensão,
O “pra sempre” também não existe, o que existe, talvez,
De quando em quando a solidão
Da ausência, da saudade, da felicidade
Do tempo que se foi e do que está por chegar,
Pois a vida é uma espera do melhor. Amor!

Nairon J. Alves
Outubro, 14, 2011 às 14h03min