Mudar as facetas de um ser,
Ainda que sozinho em si,
Encontrar o alvorecer das coisas vãs
E palavras cansadas e sonhos ruins.

Vir a se encontrar em pedaços
E somar, por ventura ou virtude, os cacos,
As utopias infantis que lhes restar,
O que será que sobrou pra sonhar?

O que será que estar por vir?

Vem, com a voz doce e todos os medos,
Vamos tentar prosseguir
Não há um manual pra viver, mas há…
Há na verdade do tempo a resposta
Para as perguntas que se tem, enfim.

Que se sonhe a dois,
Que se respire só,
Que se ame, pois… Assim será feliz.

Nairon J. Alves
Setembro, 29, 2011 às 17h30min