Quando eu fecho os olhos
E o segundo crescente me ensurdece
Com sua batida compassada
Ao meu coração
Quando eu fecho os olhos
E minha alma se cala e me entrega ao silêncio
Juntamente com a nostalgia
Além do nervosismo e das mãos suadas,
Eu penso na calma e na perfeição,
Penso na imagem, no som e a sensação
De estar ao seu lado.
Desligo-me dos detalhes,
E deixo a saudade esvair aos poucos.
Sempre me lembro do abraço mais apertado,
E sempre tento esquecer,
Esquecer a ironia de ter que te deixar
Ir e exaurir junto a minha felicidade
Por te ter ao meu lado
Enchendo-me novamente de saudade.
Não é fácil expirar lembranças
Inspirar a ausência, afagar a carência
Abraçar o vazio, a falta e tudo mais,
E ainda que eu tente dançar por mim mesmo…
Dançar não é possível, mas…
O que me acalma a alma,
E abranda os sentimentos e sensações
É a certeza de te ter nos meus braços
Amanhã, antes do por do sol!

Nairon J. Alves
Setembro, 25, 2011 às 23h56min