Será que foi por isso que se foi
E o que sempre dizia se perdeu no silêncio,
No silêncio dos meus passos
Indo de encontro ao vento
E nas lagrimas do que éramos.
Sempre ouvi dizer coisas sobre o tempo
Mas nunca me disseram, coisas…
Coisas, como, sobreviver à saudade.
E a verdade é que estou vulnerável,
Andando entre cacos de lembranças,
Perdido.
E às vezes, eu me encontro nas memórias
E nas estórias de ser feliz.
Aprendi a sorrir para disfarçar a saudade
Sendo que a verdade dói tanto,
Tanto quanto sou capaz fingir
E seguir com o rosto manchado pelo tempo,
Lagrimas e a poeira do tempo que sufoca
Só me faz querer voltar
Pra esse circulo vicioso chamado amor.
E o calor de palavras efêmeras
E o ardor do que não era pra ser dito
Queima tanto quanto estar sozinho.
Pois eu sempre dizia:
“Nada é pior do que se sentir culpado”.

Nairon J. Alves
Setembro, 20, 2011 às 17h31min