Você sabe onde olhar quando eu desaparecer,
Certo, que a incerteza tome conta,
E a chuva apague meu rastro,
Darei o sinal, guiarei seus passos
Mas não posso te proteger dos espinhos,
Precisa aprender sozinho como viver.

E há de ser melhor, assim, pois o pior vai passar
Com o sorriso contente do menino perdido,
Aquele do seu passado
Preso entre as frestas da memória,
Basta, apenas, resgatá-lo.

Eu sei, é…
Como o vento que ressoa a melodia do adeus
Mas o meu eu não quer ouvir, ainda assim,
Eu acredito, não estará perdido, pois,
O mar cantarola os acordes do encontro

Tanto quanto os outros sorrisos, dos outros perdidos,
Em seus pedidos, comecem a florescer,
E assim, talvez, quem sabe,
Num ponto, ou dois, o sol brilhe amanhã?

E meus passos serão seus, quando quiser
Basta crescer, certo. Assim!

Nairon J. Alves
Setembro, 19, 2011 às 18h30min