Matar o frio da saudade
Com uma dose quente de apelo
Do coração que diz sem verdade
Não sentir nada além de desprezo,
E ao apego oculto nas palavras
Que fala que quanto mais se afasta
Menos se importa, e aposta na falsa verdade
De que a saudade não bata a porta
Na manhã seguinte,
Ou que o seguinte não aconteça:
Que se esqueça a dor que aflige o peito
E a vontade de sucumbir ao desejo
E a brisa de esperança de ser acalentado
No mar dos amores profícuos
E o desajuste do estar, do se ter
Aclamar pelo que te pertence
Ao abraçar o todo que te incendeia.
Quem não gosta de amor?
Que louco não gosta de carinho?
Um mimo, um chamego, um sorriso?
Qualquer. Que seja a chama que te açoita
E aflore a mente a pele que arde,
E a verdade que afronte a mente
Que apenas sentirei saudades.
Se sucumbir ao medo,
De que na verdade o afastar seja desculpa
E a culpa de ter perdido,
E o pedido seja desperdiçado.
Por outro lado que seja calmo,
Pois a dor espera e te condena
E te relembra a todo instante
Todos os passos em falso. E
Ao seu encalço a culpa condena,
Todos os atos errôneos,
Dos ventos de amor despedaçados.
Até os desesperados.
Que um dia sorria pela verdade,
E que possa dizer sem constrangimento,
Que tenha o sentido certo, não um lamento,
Pois teu amor, na realidade, era, é, amor, de verdade.
Sem culpa, sem dor, sem saudade.

Nairon J. Alves
Agosto, 23, 2011 Às 18h24min