Respiro a dor fragrante e doce
Por menor que fosse meu medo
Quando devemos deixar ir
Partir ao mundo,
Ou o profundo desejo de impedir
Querer ficar, assim eu vi,
Tantas e tantas lutas
Entre a mente que insiste
E coração que persiste
Com toda uma gama de sentimentos
E a confusão dos sabores de viver
Eu que não vejo nada
Vejo tudo ao meu redor
Vejo no ar com todos os odores
Nas sombras o que escondem
Seria medo de se mostrar?
Seria medo de não ver?
Deixar ir, no fim, faz o frio acolhedor
E o silêncio um aliado
Entre frutos de saudade
E medos e fracassos
É melhor estar sozinho
Sem todas as lembranças do passado.

Nairon J. Alves
Agosto, 15, 2011 Às 02h03min