É como os mares cantarolam
No vai e vem das ondas
O seu amor pela terra
E o seu furor pelas pedras
Que as impedem de tocá-la
É como o vento que vagueia
E semeia meu coração
Como flor de laranjeira
Que brota na primavera sem razão
Uma alma que incendeia
E ilumina a escuridão
Guiando passos eufóricos
Desconfiados e descontentes
Por entre o caminho da luz
E as vozes das serpentes
Que se faz em ilusão
E meu coração mole
Estremece que morre
No terror dos pensamentos
E dos erros do passado
E eu que sou amado,
Já me ponho a cantar
Aquela canção antiga
Lá dos montes do leste
Que me fará voltar pro eixo
Dessa minha vida serena
Agora que a luz é plena
E o sol já começa a nascer
E a aquecer meu coração.

Nairon J. Alves
Agosto, 06, 2011 às 01h17min