Há de se ter a certeza do existir
E desistir dos pedaços
E dos passos que não cabem mais
Assim como o voraz desejo de seguir
E sucumbir a dor que se persevera
Das entranhas ao coração partido
Languidos sorrisos que em minha face…
Em minha face reverbera
Como uma canção monótona do meu ser
Eis aqui a minha afronta
Amar o errado por achar certo
Nunca fui muito esperto
Quando se trata do coração alheio
Quebro-o sem receio, por me quebrar
Me perder e não ver que a verdade
Perpetua como o tempo
Ou o sopro do destino,
Num desatino qualquer
Deságua em lagrima e dor
E o meu amor eu entrego ao vento
Com os meus lamentos pra solidão.

Nairon J. Alves
Agosto, 03, 2011 às 18h07min