Andei pensando como seria
Ficar e enfrentar meus medos
Descobrir os seus segredos
E te contar os meus, então
Resolvi brincar com meus desejos
Correr entre os caminhos
Fingir que sou sozinho
Pra talvez me encontrar
Num sorriso de um estranho
De um estranho que passe por mim
A fim de escutar o meu pedido de socorro.
E eu que corro atrás da verdade,
Me desfiz em parte na brincadeira de sonhar
E eu que era amado por tantos
Resolvi te amar pra contrariar as idéias
E confundir todos os pensamentos alheios.
Quem dera fosse fácil ficar e lutar,
Quem dera fosse fácil ter que continuar a fingir,
Mas, talvez, nunca me disseram que iria ser fácil viver.
Ser quem se é, oceânico, com tantos sentimentos
Tão abrangente quanto o vento
Tão intenso quanto os pensamentos
Pensamentos de uma criança
Que anseia pelas mais diversas aventuras
E não pensa na hipótese de viver assim pra sempre.
Agora entendo a realidade daquela fabula
Aquela do menino que não quer crescer
Na melhor das hipóteses:
Não quer para não sentir a dor da vida
E viver, na mais profunda alegria da imaginação.
Seu coração nunca gritou por socorro?
O meu chora, como criança assustada
Na esperança de que alguém ouça seu lamento.
E eu, com o vento, a brisa e todas as dores
Nunca estive sozinho
Sempre soube o caminho
Nunca soube o que achar
No mar que se difunde,
E que me afunde as esperanças
De aprender a respirar
Àquele tal de mar amor,

Nairon J. Alves
Agosto, 01, 2011 às 11h18min