Se eu achar o caminho ideal,
Dentro desse meu grande coração.
Se eu achar os vestígios,
Dos passos que você deu, solidão.
Atrás de cada porta há uma expectativa
E atrás de cada expectativa há uma fraqueza.
Já não me importo em tentar encontrar,
Já não me importo em me importar.

Me entregarei ao meu ócio,
Aquele meu velho sócio das horas de inspiração.
Reinventarei-me em tentativas e fracassos.
Naqueles passos e tatos, entre outros quaisquer
Se eu puder me reinventar.
Encontrarei-te por acaso, se assim o quiser.

Por favor, outra xícara de café.
Entorpecido entre tropeços e coisas a se inventar,
Entre musicas de amor aquelas que falam de dor.
Ou até mesmo aquelas que nem falam.
Perderei-me pra te achar.
Ainda que não se viva de “achismo”,
Encontrarei outra fantasia pra sonhar.
E ainda que por outro lado me desfaleça em utopia,
Ressuscitarei no outro dia, pronto para amar.

Na minha cabeça tudo funciona.
Que de fato não importa, pois já deixei de me importar.
E com a chegada dessa hora.
No triste jogo da memória,
Do se perder e te encontrar.
Com todas as rimas a parte e metáforas sem sentido,
Somente um pedido, sem nenhum valor,
Dormirei, ora, então, por favor,
Não demore, um beijo, boa noite.

Nairon J. Alves