Sorria para os meus olhos vítreos
Uma lagrima de cada vez
Na esperança de que seus sorrisos
Salvem-me da cacofonia
De um coração cansado
Que bate acelerado
Com o desejo de parar.
Bem pudera eu sorrir
Com o sorrir ter
Ter o desejo ciente de existir
Não coexistir mediante ao desejo alheio
Bem pudera eu sorrir
Na esperança de te ter
Na esperança de seguir livre dos arreios…
Se sou triste ou feliz
Aos alheios nem importa
Quem me ver sorrir aqui
Não sabe se meu coração chora
E você, se sente assim?
Com as mãos atadas às costas?
Por favor, sorria pra mim
Uma lagrima de cada vez
Quem sabe doutra vez
Me liberto das algemas
Que a vida impôs a mim
Desde sempre… Até meu fim.

Nairon J. Alves