Sorrisos de plástico e bonecos de vidro,
Olhos vidrados para todos os sentidos
Sonhos quebrados e verdades perdidas
Sou eu me perdendo entre idas e vindas

O que… O que é verdade?
A saudade de existir? Os lamentos de não ser?
Se perder no vão do esquecimento?
Se jogar de braços abertos ao vento…

E o vidro sereno dos olhos de boneco
Entre sorriso eterno e face lapidada
Sou, assim, com minha mente forjada
Para seguir padrões de uma realidade inventada

Para sorrir razões de uma visão deturpada
Eu que era flor, hoje sou jornada
Uma mente qualquer, uma pétala caída
Uma gama de mentes destruídas

Sou tanto amor, como saudade
Sou tão vivo quanto minha dor se eterniza
Sou tão dor quanto amor de mim precisa
Sim! Serei amor, saudade, dor…
Mas que seja vida! Isso, em mim, grita.

Me serei felicidade e alegria,
Me serei também nostalgia
Mas serei o som da sua voz a me entorpecer
O quebrar do vidro que te prende
Pretende… Me ama, apenas, sem mas…

Nairon J. Alves