Eu acredito, eu grito, eu leio, eu choro, eu surto,
Não fujo, sou um pouco de Deus, sou mais ainda do mundo,
Sou de palavras, sou de fases, não sei de nada,
E por não saber, sei que sei, vivo.

Eu sou capaz, eu aprenderia, sorrir em meio à dor
Como luzes do dia, apenas sorria, sorria,
Brilhar, iluminar, correr, buscar,
Um começo, antes que uma jornada termine,
Eu vivo, pelo que não sei, já que o que sei não importa, volta.

Como se nada importasse seguir, fugir, não, não fugir,
Olhar para os quatro cantos e dizer quase, quase perdi,
Confundir-se com as placas de pare, não, siga, viva,
Não ter medo, no fim, sossego.

Chorar, e deixar as lagrimas aliviar a dor, supor,
Que ser não existe e que todo o coração é triste, sem ser,
Ver a verdade na tela pintada de aquarela, com ela? Sem ela!
E ainda assim, sorrir, de verdade, coragem, coragem.

Segurar mãos aflitas, dizer coisas já ditas, mudar o sentido,
Ajudar um perdido, isso foi dito, mesmo sem ter, crer
Sonhar, cantar, pular, ter fé, sinceridade,
Creio que tudo passe, e ainda assim, vai existir,
Dentro de você, dentro de mim,
Quase isso, ou mais, ou nada.