Perdi tudo que, a mim, era pleno
Sorri por tudo que de mim foi tirado
Fugi pra não ter que chorar. Meu pecado.
Encontrei-me, no verde mar e a brisa
Fui amado.

Olhei e quando nadas mais vi, caminhei
Por entre videiras e oceanos de desejos
E meus desejos esquecidos
Eu resgatei, mas, o que serei?
O que não fui?

Escuto as vozes da vida
Eu vejo os amores de partida
Eu vislumbro meus sentimentos
Eu grito e luto contra o vento,
Insanidade me desculpe
Não me culpe pelos passos mal dados

Hoje sou homem, amanhã sou pranto
Depois cinzas das nuvens carregadas
Com minhas lágrimas
Por suas mãos, em oração.
Ou qualquer coisa que perdi.
Meu pranto, meu canto, meu pecado!

Nairon J. Alves