Era, como, um dia acolá, sorria ou chorar
Pelas veredas escondia-se a cantarolar
Menina pequena de Maria Chiquinha
Numa roda de ciranda se dispunha a dançar

Será, como, um dia por cá, chora sorrir
Que pelas ruas se apressava a correr
Entre janelas e sons de panelas
O sal das lagrimas a escorrer

Àquela pequena menina de Maria Chiquinha
Já nem Chiquinha usava mais
E em seu peito o coração batia
Dolorido do amor que jaz por ali.

Outrora a contente se pusera a cantar,
Por hora a cantante se dispõe a chora
Mas sempre seu coração abençoado
Será castigado, como tantos, pelo dom de amar.

Nairon J. Alves.