Eu quase menti sobre a fantasia de ser,
Eu quase chorei sobre a sombra da felicidade,
Eu quase me desfiz sob as luzes da sanidade,
Eu jamais quis ser santo sonhador que ama, realidade.

Eu sempre tentei repetições, padrões e mais padrões,
Sinto esvair, cair, sorrir, sinto chorar, olhar, buscar,
O que eu não sinto é a realidade de um amor,
Que por hora é fogo, outrora dor.

Eu nunca vi semente de vida
Nunca testemunhei milagres,
Amores que vêem amores que partem,
Amores que apenas são.

Atento a tudo o que vi, vivi e senti,
De tudo que plantei e colhi,
De rimas forçadas e de cores desbotadas, de padrões
Sombras e conselhos não dados

Nunca vivi ou morri de amor, sempre sorri
Por felicidade ou por dor,
Só por bel-prazer sonhei em sonhar que você existe
Que toda minha vida não é triste.

Vem me salvar de mim mesmo, antes que o tempo termine
Antes que eu super estime a realidade que criei pra mim, o fim.

Nairon J. Alves