Sons vazios de passos no silêncio
Chão frio sob pés descalços
Batidas e mais batidas,
De corações perdidos
Em meio a sonhos quebrados eu vou.

Beijos no vento e vozes no ar
Desejo de ir além, tão além
Quanto à necessidade de gritar,
Ver nas entrelinhas o caminho,
Sonhar.

Provar do sopro de vida,
Chorar: lágrimas de despedidas;
Chorar: lágrimas de boas vindas;
Onde está o sentido real? Viva.

Olhar um reflexo e saber:
Quem é você?
Reconhecer.

Por fim, em mim não resta medo,
Desejo, esmero ou indecisão
Agora o que me resta
Apenas o sopro na face do ar:
Solidão.

Nairon J. Alves